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Homens

    uma mulher de costas viradas para um homem com uma expressão tensa

    📌 Nota: Esta é uma reflexão pessoal baseada em experiências vividas e observadas. O objetivo não é generalizar, mas sim incentivar o pensamento crítico sobre os papéis que aceitamos ou rejeitamos nos relacionamentos.

    Fracos

    Ontem, um homem fraco perguntou-me qual era o meu problema. Não respondi. Mas pensei: tu és o meu problema.

    Homens que nos olham com rancor porque recusámos ficar presas aos seus ideais machistas. Porque não nos moldamos às suas expectativas e continuamos a caminhar em direção à independência – essa que para nós, mulheres feministas, não é um luxo, mas uma necessidade.

    Da boca deles, só vêm acusações: “Não fazes isto, não és aquilo.”

    Mas a verdade? São eles que não fazem. São eles que não são.

    Homens que continuam à procura de mulheres que sejam mães antes de tudo. Primeiro, mães para eles. Depois, mães para os filhos deles. Mas sem nunca deixar de ser mãe deles, porque afinal, estavam cá primeiro. E se as necessidades que julgam ter não forem satisfeitas, ai de nós. Porque então, não só estarão zangados com a mulher, mas também com os próprios filhos.

    Pergunto-me: quem são estas mulheres-mães que criam filhos assim?

    Escolhas Conscientes

    Em tempos, também quis ser mãe de um rapaz. Porque, sejamos honestas, o mundo é mais fácil para os homens. Mas essa vontade passou rápido. Principalmente depois de ter sido mulher de um homem fraco, que esperava de mim todos os papéis que servem à mulher – incluindo o de mãe.

    Até que percebi: não queria ser mãe solteira. Porque ter um filho dele significaria ser mãe de dois. E durante os anos perdidos ao lado dele, nunca me esqueci de tomar a pílula.

    Culpa e Herança Emocional

    A minha mãe usa-me como desculpa para ter ficado com o meu pai. Um dia, quando eu era criança, colocou-me um cenário hipotético: E se eu deixasse o teu pai?

    A minha mente de menina lógica respondeu com o que fazia sentido para mim na altura: Mas o pai não sabe cozinhar.

    As crianças não deviam ser escudos para os problemas dos adultos. Não cabe a uma criança carregar as dores e decisões dos progenitores. Mas, de alguma forma, sinto que, no fundo, ela culpa-me pelo seu casamento infeliz.

    Reflexão e Encorajamento

    O mundo está cheio de homens fracos, mas não podemos esquecer que há mulheres fortes. Mulheres que quebram padrões, que recusam papéis impostos, que escolhem o que querem e, mais importante, o que não querem.

    E essa escolha? Essa é nossa. Sem culpas. Sem desculpas.

    PS: Esta reflexão não é sobre todos os homens, mas sobre um padrão que muitas mulheres encontram. Sei que existem muitos homens incríveis, seguros de si, que valorizam relações equilibradas e respeitam as mulheres como iguais. Se és um deles, és parte da mudança.

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