Usaram-me num dia, e no dia a seguir, deitaram-me fora. Quem nunca se sentiu usado? Seja num relacionamento íntimo, de amizade, familiar ou profissional, a sensação é amarga e, inevitavelmente, as vozes críticas da minha mente ecoam em coro: “Devias saber melhor…”
O mais incrível é que, na narrativa dessa pessoa, a culpa é minha. Claro que é. Seria mais um narcisista? Acho que não. É apenas alguém cheio de medos, que vive numa prisão à qual chama de liberdade.
Antes, diria que perdi uma parte de mim, que dei o que já não posso dar outra vez. Mas hoje vejo diferente: esse tipo de pessoas, emocionalmente imaturas, apenas me fazem perder uma coisa — o meu tempo. Mas o tempo… na verdade, é algo que não posso controlar, pois não me pertence.
O que dei não perdi, porque faz parte da minha essência.
Reflexão e Encorajamento:
Reconhecer que não somos responsáveis pelas limitações dos outros é libertador. O que doamos em generosidade e verdade não se perde; enriquece-nos. Ninguém pode levar aquilo que é nosso, aquilo que nos define. Lembra-te, o que te faz única e único permanece sempre contigo.
